quarta-feira, 4 de agosto de 2010

eco

Pude rir quando lembrei:
"Liberdade é pouco... O que quero é que se acabe com a fome."

A teoria da libertação, não é uma idéia má essas horas. É apenas um pouco mascaratória e desculpatória. Hoje em dia a palavra é ativismo. Lutamos todos, descordamos todos unidos. Somos os pelegos entre a fábrica e a fauna, eternizamos o fetiche dos opostos. Vamos inimizar mais um dia Aquele. Esquecemos os outros nessa jornada. Afinal, somos tão independentes! Só precisamos de crescimento econômico. Nos reguem com sua água contaminada. Nos poluam com suas terríveis jogadas.
Colhemos dessa terra o que havia de mais amargo: do teu desprezo indigesto, de teu nariz acima de nós tantos metros. Ficamos nanicos de tanto alimento falso, de tantas mentiras plantadas em nossos ouvidos ignorantes - esperançosos.

Abraçamos cada idéia, como se a salvação fosse um aumento. As casas decimais se multiplicaram, e pudemos então dividir nosso sofrimento. O Brasil foi conquistado, pela empreitera, reformamos nossa alma, engolimos nossa desgraça, para podermos levantar nossa taça.
Um brinde. 190 milhões e continuamos. Nosso modelo é chinês. Precisamos plantar gado no cerrado. Precisamos Comer. Comprar. Crescer. Ser sustentáveis. Reproduzir mais um discurso.
Mais um discurso.

Feliz 2010.

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