sexta-feira, 26 de agosto de 2011

poeta

"Feche os olhos, agora vou te contar
Suas palavras são tão minhas
Quase podem me tocar
Entendo entre tuas linhas
Coisas que não precisamos falar"
---

Me lembrei ao te ouvir, do que um dia chegara a entrever
Pelos meus dedos se fez a profecia e no entanto é preciso entender: o mundo real não admite fantasia
(e não se pode passar de um rascunho...) Nosso encontro é pura poesia.

Um breve fôlego, mera exalação
Foi por um breve instante, foi pelo tempo que nos coube
Reconhecer a sinergia, uma ilusão
Um vislumbre e adeus

Me empreste as palavras que estabeleçam esta conexão
Poucas palavras, tanto mais a dizer
Teu imediato tênue fio de percepção
Que você possa em mim te reconhecer
Um segundo teu fez de mim mais eu
Embora meus olhos não possam te ver

E toda frase que cala te contei muito antes ao esboçar
A surpresa, a convergência, ao ensaiar
...Como se entender tudo isso envolvesse uma espécie de fé
Embora pareça que, o tempo todo, você já estivesse lá

Que isso possa te inspirar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário