terça-feira, 26 de abril de 2011

fragmento de "Bruno"



A Rua de paralelepípedo fazia uma curva lá no final, e ela caminhava saltitante com os braços cruzados para trás... Seu coração ia na frente, como que procurando a quem abraçar. Afinal, solidão é isso. A ausência total de um amor para sonhar. A saudade do que ainda não se apresentou, um vazio que transborda, as vezes pelos olhos, as vezes pelo olhar.
Sua solidão ia na frente, como que abrindo caminho, cheia de esperança, ansiosa para acabar.

Rua Avanhandava, enfeitadas com suas luzes penduradas no céu, relembrando aquelas noites de macarrão e jazz. Andou até a Álvares Penteado, nem se percebia que havia chovido horas atrás. Fazia um calor abafado e o happy hour parecia se estender indefinidamente...
Cioran ou não, ela não era a única. Jamais se é o único insone na terra da garoa.

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