Dessa vez falo por mim - a autora
Sem imaginar sequer um personagem
Por detrás de alguma máscara viva.
Estou tão perdida...
Completamente absorta em um outro mundo
Um projeto que crio, modifico... Que, sobretudo, vivo
Não sei a quem amo, não sei a quem dizer
Não sei a que crença defender
Sobretudo, não sei viver
Busco uma linha reta, onde eu caminhe por uma estrada ampla
Onde o imenso céu que invade tudo, que ilumina o asfalto negro debaixo de meus pés, seja o único perigo
Procuro uma certeza, uma saída
Desejo, sobretudo, uma vida
São tantas coisas pelas quais esperar
Enquanto luto em guerras que não são nada minhas
Travo batalhas em campos desconhecidos
Estou exausta disso
Ao mesmo tempo, uma mão invisível me empurra nas costas
Sem que eu possa retroceder, sem que eu possa cair, ou até mesmo desistir
Esse mundo de sonhos já ficou maior do que minha própria vontade
Há tanto pelo que se esperar, sabemos o que vai acontecer
Não há porque chorar - é preciso se conhecer
E se auto-controlar
Mas, eu sei muito bem, não sei viver
Sem me machucar
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